Wednesday, May 17, 2006

Lendo sobre Educação Tecnológica

Curioso é que os autores que discutem a educação tecnológica se preocupam em definir primeiramente a dimensão da educação, depois a dimensão da tecnologia, posteriormente o "casamento" desses termos: educação tecnológica. Assim percebo que o conceito nasce de uma determinada concepção de educação e uma determinada concepção de tecnologia o que talvez tem se constituído no grande obstáculo para a definição do termo, dada a amplitude dos dois termos. Os estudiosos do CEFET-PR tem utilizado como referencial teórico a Teoria da Ação Comunicativa da Habermas. Seguiremos com as leituras, a fim de encontrarmos novas descobertas.
Leandra

10 Comments:

At 10:16 AM, Blogger ECCT-VENTURA said...

É uma ótima referência.
Paulo

 
At 9:59 AM, Anonymous Itaboray said...

Complicado isso....
Então estou fazendo um mestrado Metade em Educação, metade em Tecnologia?

 
At 4:25 AM, Blogger ECCT-VENTURA said...

Talvez seja, em função da formação dos professores. Vejo alguns colegas falando de educação tecnológica mas apenas misturando educação com tecnologia. Mas existe uma preocupação de todos em chegar a uma unidade na expressão, em definir uma identidade para o mestrado. A profª Maria Rita, nas suas aulas desta semana, discute conceitos de educação tecnológica com seus alunos. Aqueles que fazem essa disciplina poderiam entra nessa discussão.

 
At 5:43 PM, Blogger Educação Tecnológica said...

Não consigo pensar nesssas metades Rodrigo, assim tão distintas. Penso em complementação, em interdependência, em interações entre ambas. Penso que o termo educação tecnológica está intimamente relacionado com a concepção do sujeito sobre educação e sobre tecnologia. Por isso a necessidade dos autores em identificar delimitar primeiro suas concepções nestas áreas, para em seguida, discutir Educação Tecnológica.

 
At 2:43 PM, Blogger ELER said...

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At 2:43 PM, Anonymous ELER said...

Acho que se pensarmos em TECNOLOGIA não apenas como PRODUTO,
mas como PROCESSO, METODOLOGIA, esta discussão pode avançar um pouco.

RUIZ e MOREYRA reinvidicam o papel da escola como um campo de forças atuante na estrutura social e que, portanto, deve estar atenta à organização social do trabalho. Para tanto, os autores resgatam as concepções e princípios gerais que devem nortear a educação
tecnológica compromissada também com "o desenvolvimento socioeconômico, com a vinculação à educação básica e a uma escola pública de qualidade."

Os autores propõe caminhos para a formação profissional e tecnológica, onde a tecnologia é entendida como "processo educativo que se situa no interior da inteligência das técnicas para gerá-las de outra forma e adaptá-las às peculiaridades das regiões e às novas condições da sociedade."

RUIZ, A; MOREYRA, I. Proposta de Políticas Públicas para a Educação Profissional e Tecnológica. Brasília. Dez 2003

 
At 4:12 PM, Anonymous ELER said...

Maria Rita explica que a educação tecnológica teria características que se “referem a uma dada concepção de tecnologias e uma dada concepção de educação” (OLIVEIRA, 2000: 42)

Durães, 2006: Sobre essas duas concepções, que interrelacionadas comporiam a formação tecnológica, a autora apresenta alguns detalhes que consideramos importantes para a compreensão de toda a concepção do termo:

“Em relação às tecnologias, envolve o seu entendimento como:

- produtos da ação humana, historicamente construídos, expressando relações sociais das quais dependem, mas que também são influenciadas por eles. Assim, os produtos e processos tecnológicos são considerados artefatos sociais e culturais, que carregam consigo relações de poder, intenções e interesses diversos;

- artefatos mediadores da interação social e cognitiva do ser humano com as bases matérias da sociedade;

- recursos que, se de um lado não possuem características do sagrado – de poder infinito e perene – que demandaria celebração, de outro também não são artefatos destituídos de cultura e criados apenas para serem consumidos e trocados como mercadoria.

Em relação à educação, defende-se que:

- a educação escolar não seja equacionada dos limites da modernização econômica do país e dos interesses empresariais, reduzindo direitos à educação aos imperativos do mercado de trabalho;
- sejam valorizadas a importância e a possibilidade da exploração das capacidades, dos produtos e processos tecnológicos para a ruptura das relações de exclusão societárias, posto que são constituídos no jogo de forças e interesses contraditórios dos diferentes sujeitos sociais;
- diminua-se a ênfase, muitas vezes comum nas instituições de educação tecnológica, à importância do ensino para, com, e da tecnologia, em benefício de um processo que lida com a tecnologia a serviço do ensino e o ensino sobre a tecnologia;
- e, finalmente, implique uma formação que alie cultura e produção, ciência e técnica, atividade intelectual e atividade manual; que seja fundada nos processos educativos da prática social em que o trabalho concreto produtivo e reprodutivo da existência humana material e sociocultural aparece como propriedade fundamental. Dentro disso trabalho e escola não são entendidos apenas como espaços em que se realizam, respectivamente a produção ou o preparo para o exercício de atividades produtivas.” (OLIVEIRA, 2000: 42-43)

Vemos portanto, que segundo OLIVEIRA (2000), a concepção de formação tecnológica, conota uma educação ampla, envolvendo uma formação intelectual, cultural, científica e técnica, ligada a uma compreensão histórica do desenvolvimento tecnológico. A mesma autora, em texto mais recente, apontando os muitos sentidos remetidos à educação tecnológica, lembra-nos que
“educação tecnológica pode se referir à natureza, ao conteúdo de um dado processo educativo que tenha aquelas características mencionadas de integração entre cultura e produção, ciência e técnica, educação geral e educação profissional, e dentro disso, a concepção de politecnia (MACHADO, 1989, 1994)” (OLIVEIRA, 2005: 16)

GRINSPUN (2001), também relaciona tecnologia e educação ao falar de educação tecnológica. Buscando o significado do termo, a autora reflete:
“Na dimensão educação tecnológica vou buscar o significado desta expressão à luz de uma filosofia que oriente a educação do sujeito para que ele seja capaz tanto de criar a tecnologia, como desfrutar dela e refletir sobre a sua influência na sua própria formação e de toda a sociedade.
(...)
Quero ajudar na formação do cidadão para que este viva o seu tempo, compreenda as causas da exclusão social e lute para que ela diminua ou acabe, pelo menos pela via da educação e da Escola. De um lado, tenho a tecnologia – dentro e fora da educação – e, de outro, tenho uma proposta formal da educação que deve estar comprometida com o indivíduo enquanto um ser histórico, concreto e real. Esta educação se baseia num processo que abrange a observação perante o fato, a compreensão, a interpretação e a ação diante dos fatos em si.” (GRINSPUN, 2001: 27-28)

 
At 5:03 PM, Anonymous ELER said...

"De um modo geral, as tecnologias são interdependentes e se apresentam sob duas formas: implícita e explícita. A primeira é aquela que permite a produção de um bem físico e que se acha embutida no seu valor, sendo seus gastos cobertos com patentes, licenças ou até mesma assistências técnicas. "

EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
Mírian Paura Sabrosa Zippin Grinspun

http://www.faced.ufba.br/~edc287/t01/textos_doc/03_educacao_tecnologica.doc.




No caso da tecnologia explícita, estamos nos referindo àquela que não está embutida em um bem físico, podendo ser objeto de comércio direto.

 
At 5:46 PM, Anonymous eler said...

Na aula de 25/05, Leandra levantou a questão sobre ALFABETIZAÇÃO TECNOLÓGICA no contexto dos MÉTODOS E DOS PROCESSOS, e não com foco do OBJETO-PRODUTO TECNOLÓGICO como tem sido, ainda que não intencionalmente, abordado pelos grupos.

Grisnpun esclarece sobre a relação entre conhecimento científico e tecnologia:

"O grande desafio da tecnologia é o desenvolvimento tecnológico e suas repercussões numa sociedade, pois ele vai depender da
capacitação científica desta sociedade; e para que haja esta formação científica, há que existir necessariamente uma educação científica. Não podemos pensar em tecnologia somente como resultado e produto, mas como concepção e criação, e para isto não só precisamos do homem para concebê-la mas, e sobretudo, daeducação para formá-lo.

Gostaria que vocês comentassem a respeito das questões que postei no blog LETRAMENTO.

bj

Eler

 
At 3:21 PM, Anonymous Itaboray said...

Leandra,
Já que você não irá realizar a entrevista virtual, busque utilizar uma ferramenta específica para a elaboração do seu mapa conceitual. Na WebQuest, há uma indicação.

 

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